Aprenda a referenciar uma fonte com duas datas de publicação

2009-new-year1Oi! Tudo bem com você?! Você precisa referenciar uma fonte de informação com duas datas de publicação? Então lê este post que vai te ajudar…

É o seguinte.. a 6023 ABNT (2002) é quem vai te dar esta resposta, mas eu já fui lá ver pra te dizer: a seção 8 fala da transcrição dos elementos da referência, e na 8.6 e suas respectivas subseções mostram as especificidades de descrição de data. Nenhuma delas diz explicitamente o que você deve fazer com uma fonte que tenha duas menções de data, a seção que traz algo semelhante é a 8.6.3 que diz:

“Nas referências de vários volumes de um documento, produzido em um período [tipo uma coleção], indicam-se as datas mais antiga e mais recente da publicação, separadas por hífen.”.
Ex.: FRANCO, Fátima. Tratado de direito civil. São Paulo: Lemos Lima, 2001-2008. 12 v.

Mas se a fonte que você está em mãos não tem vários volumes, indico você fazer o seguinte: mencione a data mais atual. Inclusive, sempre que estou catalogando uma publicação na biblioteca vou atrás de algum registro de data mais atual que a óbvia que apareceu em minha frente. Esse é o pulo do gato. 😉

Se tiver mais dúvidas já sabe: comentários! 🙂 :*

Confira uma super dica que vai te ajudar a escrever artigos científicos de alto impacto

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Genteee do céu! Não é exatamente o foco de infonormas, mas preciso partilhar essa dica com você: vi um webinar rochedo, recheado de orientações pra escrever um artigo científico no padrão de revistas internacionais.

O webinar foi promovido pela Springer Nature – inclusive, este ano, eles lançaram uma série de webinars sensacionais e arrasantes! Obg Springeeerrr Prof. Valtencir Zucolotto pra ministrá-lo. Esse professor é um fera em escrita científica, já publicou mais de 100 artigos e tem até um curso pra ajudar você a escrever artigos dentro dos padrões exigidos pela comunidade científica.

Pra quem não tem prática com a escrita científica, sabe que não é um trabalho muito fácil de fazer… traduzir seu trabalho de pesquisa, mesmo que você seja um super especialista em sua área, para um público-alvo específico pode ser mais difícil que executar um experimento complexo de pesquisa. Sério! ¬¬

Daí, neste webinar o Prof. Zucolotto deu dicas gerais de como você pode ser um bom pesquisador e organizar suas ideias para escrever um documento científico, especificando toda a estrutura da escrita do artigo, como ilustra esta figura que ele adaptou: Continue lendo “Confira uma super dica que vai te ajudar a escrever artigos científicos de alto impacto”

Conheça uma das fontes de informação em saúde mais valiosas do país

Oier! Tudo tranquilo? Hoje eu quero te apresentar uma fonte que você não pode descartar se estiver pesquisando em saúde: o repositório Arca.

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Trata-se da plataforma institucional que reúne e disponibiliza gratuitamente toda a produção científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) {até hoje foram indexados mais de 13k documentos}. Lá você pode encontrar: anais de congressos, artigos, livros, dissertações, teses, relatórios, patentes, monografias… e mais um bocado de tipo documental que pode te dar informação científica de qualidade (lembre se sempre ser crítico) para compor o seu trabalho.

Só pra contextualizar um pouquinho… o Arca existe desde 2007, e as estatísticas de downloads dele mostram mais 500k apenas em 2016. As coleções nele estão dividas por comunidade, que são os “institutos” Fiocruz espalhados pelo Brasil. Mas vamos ao que te interessa mesmo, que é a pesquisa… Continue lendo “Conheça uma das fontes de informação em saúde mais valiosas do país”

Aprenda a citar corretamente o nome do autor em sua monografia, em apenas dois passos

Oi, tudo bem? Você sabia que inverter o sobrenome de um autor, para fazer citação, nem sempre é tão simples como se pode parecer? Existem uns sobrenomes conhecidos como compostos e há umas regrinhas básicas pra invertê-los, repara só:

1) Nome com menção de grau de parentesco deve sempre vir precedido do último sobrenome. Prestenção nuns exemplos:

Ex.: Ana Maria Silva Melo Filha >> MELO FILHA, Ana Maria Silva
Alaor Santana Cruz Júnior >> CRUZ JÚNIOR, Alaor Santana
Jair Sá Sobrinho >> SÁ SOBRINHO, Jair de

2) Nome de família e nome espanhol, tipo:

Ex.: Gabriel García Marquez >> GARCÍA MARQUEZ, Gabriel
Amanda Espírito Santo >> ESPÍRITO SANTO, Amanda

Mas aí você pode perguntar: e como eu vou saber o que é composto e o que não é? Vou te dar uma dica: pesquisa a referência que você tem em mãos em algum catálogo de biblioteca ou base de dados. Pra facilitar, vou te passar estes dois links pra pesquisar quando tiver dúvida: BN Brasil e Library of Congress.

Esses exemplos valem pra quem está referenciando pela ABNT, blza?

Se mesmo assim você não sabe como inverter o sobrenome, grita aqui nos comentários que eu te ajudo. 😉

O que vi no I Fórum Nacional de Repositórios Digitais

CriatuUuURaAAaaa da natureza! Nos últimos minutos da semana estou eu aqui trazendo novidades pra vocêêe… não quero {de jeito nenhum} deixar de te dar um hi nenhuma semaninha sequer! <3 hehehe

Estou atrasada por muitos motivos {tempo é artigo de luxo!}, e um deles foi tão massa que preciso compartilhar {bem ligeiro}: semana passada estive no I Fórum Nacional de Repositórios Digitais, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lá em Natal {já falei um pouco aqui sobre o que é um repositório}. Estalei o juízo pra ir pq estou num processo de implantação do repositório do IMIP e estava muito “verdinha” quanto ao entendimento de tal processo… e num momento desse é imprescindível correr atrás dos experts, né? 😉

Bem, foram 3 dias de evento. O primeiro foi de mini cursos, e fiz dois: o DSpace CRIS, com o Lucas, de lá do Ibict {esqueci o sobrenome do rapaz! =P}, e o outro foi Arquitetura da informação pervasiva no contexto dos repositórios digitais, com o prof. Henry Poncio, de lá da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ambos foram temas excelentes, o primeiro foi a apresentação de “dois softwares em um” que propõe organizar num lugar só a produção científica e as informações sobre os pesquisadores {e pesquisas} e grupos de pesquisa, associando-os; já o segundo… bem, não vou explicar nada pra não me alongar, só digo uma coisa: leia este tese aqui.

No mesmo dia, houve uma palestra de abertura {à noite, já acabada de cansada mas firme e forte} com o prof. Luís Fernando Sayão, onde ele abordou este tema aí:

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Foto roubada daqui. =P

Foi ótima! Pude ver o quanto eu ainda não tinha noção do que tá rolando neste ambiente de repositórios: os caras estão organizando em repositórios dados de pesquisa, que podem dar subsídios para que outras pessoas possam desenvolver pesquisas diferentes {com os mesmos dados!}. #digaí!

Pronto.. os outros dois dias foram bastante intensos também. O evento contemplou 4 eixos temáticos que considerei como os pilares da existência de um repositório:

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Todos os palestrantes de cada eixo deram contribuições excelentes {sem exceção} e fundamentais, ajudando a clarear muitas de minhas dúvidas e… a criar outras {kkkkkkkk}. Voltei com o juízo fervilhando de novidades pra aplicar no trabalho.

Naturalmente, não dá pra escrever aqui em detalhes tudo o que vi por lá, passaria o resto do dia escrevendo… {hehehe}. Com essas iBagens aí de baixo dá pra saber mais um bocadinho do que vi no evento… {Fui com minha companheira para assuntos “repositorianos”, Susi Vila Nova. E ela me apresentou um pessoal MARA por lá.. foi ótchimo!  <3}.

Ahhh… E o espaço dos comentários está super aberto pra trocarmos ideia sobre o tema, o que eu não souber pedirei ajuda aos universitários. 😉

Colibri, o repositório da maior e mais importante universidade do Uruguai

Oi! O post de hoje é o #2 da categoria infonormas pelo mundo, que propõe trazer fontes de informação e normas de lugares fora do Brasil {se perdeu o post #1, clique aqui}.

A dica do post que a Jennifer nos deu é muito valiosa. Trata-se de um tipo fonte de informação que contém documentos pouco (ou nunca) indexados pelas bases de dados mais conhecidas e/ou acessadas do mundo: o repositório institucional. O que ela quer apresentar a você é esse aí:

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É o repositório institucional da Universidad de la República Uruguay, a maior e mais importante instituição pública de ensino superior do Uruguai {e a única pública!}. Continue lendo “Colibri, o repositório da maior e mais importante universidade do Uruguai”

Encontre mais fontes para o referencial teórico da sua monografia

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OieeeRRR! Tá difícil encontrar fontes para escrever o referencial teórico da sua monografia? Talvez você precise sair da sua “zona de conforto”… já parou pra refletir sobre isso? Não?! Então prestenção nestes dois alertas:

ALERTA I, se você não achou nada relevante sobre o seu tema não se aperreie: isso não quer dizer {necessariamente} que ele nunca foi pesquisado por alguém. Você pode estar utilizando as palavras e/ou estratégias de busca de maneira não adequada à base na qual você está pesquisando. Sacou? Cada base tem uma linguagem de busca específica {além das universais}, o campo ajuda da base pode te ajudar a entender tal linguagem.

ALERTA II, procure bases de dados diferentes das quais você já pesquisou {adequando as estratégias de busca}. Não limite sua busca à uma base/portal, faça uma pesquisa exaustiva em várias bases {5, 10… bases, não se acanhe}. Arregace as mangas e vá atrás.

Se você não conhece bases diferentes das basiconas da sua área de atuação, tenho uma dica master:

Continue lendo “Encontre mais fontes para o referencial teórico da sua monografia”

Saiba qual o tamanho ideal de um resumo

Oi! Tudo bem? Muita gente acha chato fazer resumo, né? {Eu acho Uó! ¬¬} Não é muito fácil ser conciso. Você vai escrevendo… escrevendo.. e quando vê seu resumo já tem mais de uma página! Aí danousse.. vai ter que fazer o resumo do resumo. {Aff!}

A ABNT tem uma norma {NBR 6028} para resumos, e ela traz boas dicas quanto à extensão do resumo:

  • Se for um resumo de trabalho acadêmico: use de 150 a 500 palavras.
  • Se for um resumo de artigo de periódico: use de 100 a 250 palavras.
  • Se for um resumo breve: use de 50 a 100 palavras.
  • Se for um resumo crítico: use e abuse das palavras, mas com concisão e coerência! 😉

Para saber quantas palavras você escreveu não precisa contar uma por uma, você consegue enxergar em qualquer editor de texto {MS Word, Libre Office etc.} apenas selecionando todo o seu resumo. Olha só:

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Resumo com 163 palavras.

Pronto. Passe a contar as palavras que você não vai mais se estender quando for escrever um resumo… A não ser que ele seja crítico, daí você precisará estar atento à concisão.

Não perca o foco. 😉

Saiba em qual revista publicar seu artigo científico

Olá, tudo bem? Você almeja submeter seu trabalho científico a uma revista e não tem ideia pra qual? Pois vou te apresentar uma ferramenta que vai te ajudar a tomar essa decisão: o Edanz Journal Selector.

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Ele é bem fácil de usar, basta inserir na caixa de busca as palavras-chave, ou título, ou um pedaço do resumo do seu trabalho, e logo você obterá uma lista de revistas que publicam nas áreas relacionadas. Fiz um teste com um pedaço do resumo da minha monografia do MBA, repara o que consegui:

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Recuperei uma lista com 500 títulos de {possíveis} revistas para submeter meu trabalho! Ok.. 500 é muito, mas a partir daí você filtra os primeiros resultados, e avalia se público-alvo da revista vai se interessar pelo seu trabalho, assim é bem provável que ele seja aceito… {além de outros critérios, claro!}. 😉

Agora deixa eu te dizer uma coisinha… Reparou que na figura acima, do lado direito tem um filtro? Pois bem… selecionei ali a opção with open access options e ela me levou pra um carrinho de compras:

Ou seja, entendi que o que está gratuito são as informações sobre os títulos recuperados na busca, se quiser filtrar mais e ter uma “consultoria” para escolher o título mais adequado pra publicar seu trabalho você precisará desembolsar uma grana… {essa parte é ruim, né?}.

Mas a lista gratuita de resultados que ele apresenta tem informações valiosas, tais como o objetivo da revista e o fator de impacto (coletado da JCR). Isso já vai ajudar você, não tenha dúvidas. 😉

Se você tem outras dúvidas, já sabe: grita nos comentários. 🙂

Conheça uma das publicações médicas mais acessadas do Brasil

Oi! A fonte de informação que trago hoje é beeemmmm específica, e será muito útil para os médicos, principalmente pros que estão se especializando em pediatria… esta daí ó:

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Trata-se da 2a edição do livro Pediatria Ambulatorial {a 1a edição é de 2008, e foi uma das mais acessadas publicações médicas do Brasil}, escrito por Continue lendo “Conheça uma das publicações médicas mais acessadas do Brasil”