O que vi na Campus Weekend Recife 2016

Olá! O post de hoje é um pouco diferente dos que já escrevi até agora.. não está diretamente relacionado com os principais temas do blog. Mesmo assim, quero muito compartilhar com você o que vi na Campus Weekend Recife 2016.

Sempre que posso, faço questão de participar das edições da Campus Party realizadas aqui em Recife, só não digo que sou campuseira de carteirinha mesmo porque (ainda) não acampei… hehehe. Gosto de assistir as palestras, encontrar amigos, tomar aquele café maroto, e – principalmente – aprender coisas novas. Sim, sempre que vou à Campus volto pra casa com minha bagagem de conhecimento mais pesada… A Campus é, sem dúvida, uma de minhas fontes de informação favoritas. Adoro! <3

A edição do último fim de semana foi bem compacta, quem participou das edições anteriores estranhou bastante. A estrutura foi bem diferente, mas o conteúdo {que pra mim é o que mais pesa} estava lá firme e forte {tiveram anos melhores, admito, mas tava lá} e vou comentar as palestras que mais me marcaram.

Começou com uma atração internacional o ator Paul Zaloon que interpretou o professor Beakman {pasme! pra mim desconhecido}, do programa americano educativo Beakman’s World, que passava aqui no Brasil na TV Cultura nos anos 1990. Foi bem divertida e interessante a interação do cara com o público.. gostei demais.
beakman

Até a noite.. passeei e consumi conteúdo sobre realidade aumentada {a febre Pokémon Go! foi super citada por muitos}, ouvi experiências de mulheres atuantes na ciência, conheci startups na área de saúde {ouvi dicas para empreender na área, casos de sucesso e de falhas}, ouvi dicas de segurança da informação, ouvi um bate-papo com o pessoal do Jovem Nerd… até chegar uma das palestras mais esperada da Campus: a palestra muda (3.0).

O cara que ministra a palestra muda, é o Dado Schneider, um publicitário gaúcho arretado que dá uma “saculejo” e uma injeção de coragem na galera, expondo sua experiência como criativo e usuário {intermediário} de tecnologia, trazendo dicas quentes sobre como aproveitar o melhor do mercado, dando o melhor de você. A versão 3.0 da palestra teve como tema central o cenário atual da nossa economia.. uma pena ela não ter sido transmitida no YouTube, mas você pode ver as versões anteriores no canal da Campus. Vale MUITO a pena.

A palestra do Dado terminou de madrugada.. quase esqueci de dizer, a Campus foi 24 horas ininterruptas de conteúdo. Mas estou velha e não consegui ficar esse tempo todo sem tirar uma soneca de 1h, pelo menos.. {hehehe}. Acordei e fui jogar #DadoGo, assistindo a primeira palestra em realidade aumenta do Dado.. foi uma resenha.

Depois minhas forças já não aguentavam mais tanto rojão. Aprendi sobre a evolução das mídias musicais e, enfim, entreguei as pontas… Fui pra casa. Precisava tomar aquele banho e relaxar a máquina humana. Foi massa.


P.S.: E terminando de escrever este post, vi no twitter que hoje é o aniversário do Dado. Parabéns, man. Muitas Campus de vida!

O que você sabe sobre o SUS?

Olá! A pergunta-título deste post pode parecer bem simples de responder: SUS = Sistema Único de Saúde, e ponto. {?} Mas.., você já parou pra se perguntar qual a importância dele, como, quando e porque ele surgiu?

Se você está escrevendo algum trabalho na área de saúde {ou correlatas} e vai direta ou indiretamente utilizar dados do SUS; ou se você trabalha na área da saúde {seja pública ou privada}; ou até mesmo se você é um usuário {real ou potencial} é muito importante saber responder essas perguntas.

Recentemente reencontrei uma fonte de informação clássica sobre o SUS, e ela pode te ajudar a entende-lo melhor: o livro O que é SUS?. Publicado pelo professor da UFBA, Jairnilson Paim e colaboradores, é um dos títulos mais procurados da editora Fiocruz, e leitura indispensável que esclarece bem “o que é, o que não é, o que faz, o que deve fazer e o que pode fazer o SUS” (Fiocruz).

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Atualizado em 2015, por um projeto financiado pela Faperj, está disponível em um formato eletrônico e interativo. Além do texto, você consumirá o conteúdo por vídeos, links, áudios, infográficos e imagens que deixam a leitura leve e dinâmica. {Tá coisa mais linda e gostosa de se ler.}

Não deixe de ler! Acesse aqui e amplie seu conhecimento. 😉

Conheça o mais novo portal gratuito de informação em saúde

Oi! O Grupo Gen está no mercado brasileiro desde 2007 e tem, no Brasil, três grandes editoras da saúde: Guanabara Koogan (de 1932), Santos (de 1974) e Roca (de 1980). E no fim do mês passado eles lançaram um portal de informação em medicina e saúde, o GEN Medicina, você viu?

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O conteúdo do portal é escrito por profissionais da saúde, oferecendo informação em formato de entrevistas, vídeos, artigos e casos clínicos. Lá, você pode fazer pesquisa por palavra-chave clicando na lupa verde, no alto da página à direita, como mostra a ilustração a seguir.

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Como destacar suas citações conforme a NBR 10520

Ooooiii! Terça-feira passada dei umas dicas pra você padronizar os destaques no corpo do texto do seu trabalho, cê viu? Então.. o post de hoje é um complemento daquele lá, mas só pra quem for normalizar as citações pela NBR 10520:2002 da ABNT.

Numa citação você pode manter um destaque do próprio autor, ou você mesmo pode destacar o que julgar necessário, usando ou o sublinhado ou o negrito ou o itálico (lembre-se: nunca mais de um destaque no mesmo trecho!). O que você não pode esquecer é indicar quem foi que destacou o quê.

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Bom.. para as citações diretas, a 10520 pede o seguinte: se o destaque for do autor (estiver na obra que você pegou a citação), você vai indicar a citação com a expressão: grifo do autor; se o destaque for seu, você indicará com a expressão: grifo nosso. Olha uns exemplos:

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As melhores dicas para enfatizar trechos do seu trabalho

Olá! Nos últimos posts trouxe bastante conteúdo sobre fontes de informação pra você, né?! Mas pense numa saudade de escrever sobre normalização que eu tava! Hehehe.. Por isso, o post de hoje vai ser pura normalization… 😉

Abordarei um ponto que pra muita gente pode ser irrelevante, mas não é nem um pouco pra quem vai ler/avaliar seu trabalho {e nem pra NBR 10520}: a ênfase de trechos.

Quando escrevemos é comum querermos enfatizar/destacar determinado trecho ou palavra. Já aconteceu com você? Certamente… E nas minhas andanças normalizando trabalhos por aí já vi destaques meio desesperadores. Sério.

Para manter o mínimo de padronização na escrita, e até mesmo coerência, sugiro que você escolha um tipo de destaque e o utilize uniformemente até o final do seu trabalho. Os tipos mais comuns de destaques são o negrito, o sublinhado, o itálico, as aspas (“duplas” e ‘simples’) e a CAIXA ALTA. Tenho certeza que você já ouviu falar neles e que até os usou pelo menos uma vez na vida. Eles são ótimos! Mas tenha cuidado: escolha um tipo apenas, e não destaque o mesmo trecho – ou palavra – com mais de um. É desnecessário {e feio} e se você precisar destacar trechos diferenciando-os você acabará “gastando” todos os seus tipos de destaque. Saca?

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Se você tem dúvida em como e qual tipo de destaque utilizar em seu trabalho vão cinco dicas:
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3 grandes razões para você participar da ResearchGate

Olá, tudo joia? Que tal ingressar numa rede social que pode oferecer conteúdo para sua monografia? E não é “mais uma rede social”, é “A Rede Social” que pode ajudar {e muito!} quem está no ambiente científico, seja permanentemente ou só de passagem.

Estou falando da ResearchGate, fundada em 2008 pelos físicos Dr. Ijad Madisch e Dr. Sören Hofmayer, e pelo cientista da computação Horst Fickenscher. Uma “rede feita por cientistas, para cientistas”.. e feita pra você também {lógico!} que…

(1) tá na labuta diária, escrevendo a monografia {pra entregar logo menos} e precisa acessar full texts científicos;

(2) pra você que quer {e precisa!} expor e disseminar aos pares sua pesquisa, artigos, monografias, relatórios ou outras publicações científicas;

(3) pra você que quer trocar ideias com especialistas de sua área ou correlatas {gente do mundo todo}, e/ou simplesmente saber o que está se pesquisando por aí afora, e/ou até se integrar à grupos de pesquisa.

Se você se enquadra em um destes 3 motivos listados, você não pode ficar de fora desta rede, né?! Deixa eu mostrar bem rapidinho como se orientar por lá…

Estas são as páginas iniciais onde você pode se registrar por sua categoria de pesquisador. Você pode se registrar usando sua conta do Facebook ou do Linkedin.

Registrando-se você já estará apto para completar o seu perfil na rede, inserindo dados pessoais, compartilhando suas publicações ou fazendo buscas na rede.

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Aprenda a pesquisar no Portal de Periódicos da Capes

Oi! Tranquilidade? Já falei aqui que sou fã do Portal da Capes? Pois é… sou fã! <3
Informação científica é muito cara, nem todo mundo pode pagar, e um produto desse disponível “gratuitamente” pra todo país, desde o ano 2000, não pode ser desperdiçado. Já falei um pouco sobre ele aqui no blog, e sempre que tenho oportunidade o apresento pra alguém… {dia desses conheci uma professora de geografia no aeroporto de Brasília e fui logo apresentando pra ela.. hahaha}

portal capes

Os melhores periódicos do mundo estão disponíveis lá, alguns gratuitamente, outros apenas nas instituições conveniadas. Aqui em Pernambuco, você pode acessar nas seguintes instituições: UFPE, UFRPE, UPE, UNIVASF, UNICAP, IMIP, IFPE, IFSertãoPE, ITEP, CESAR, FPS, FACEPE e FBV {Segundo a própria Capes, nenhuma instituição tem acesso a todas as bases restritas contratadas}. Procure a biblioteca da sua universidade pra saber se ela tem convênio. 😉

Com mais de 35 mil títulos de periódicos disponíveis, além de outros tipos de documentos científicos, é bom ter uma orientação básica pra explorar o Portal da Capes da melhor forma possível. Para isso, este ano eles estão oferecendo treinamentos online, mostrando como pesquisar no buscador da página principal e apresentando cerca de duas bases disponíveis. Os treinamentos estão classificados por grandes áreas: Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes; Ciências Agrárias… etc.

Confira aqui o calendário de treinamento e faça sua inscrição ligeiro. Não dá pra perder essa oportunidade, né?

Se tiver dúvida, me chama aqui que eu te ensino como se inscrever. 🙂

Saiba mais sobre o novo título The Lancet

Oiii! Se você é da área de ciências da saúde, com certeza deve ter ouvido falar na revista The Lancet, que hoje é uma família bem grande de vários títulos de periódicos científicos especializados {além do primeirão homônimo}, saca aí:

lancet journals

Pois bem, essa família vai crescer já já com o lançamento de um novo título: The Lancet Public Health.

lancet

Será uma publicação mensal de acesso aberto e online, formada por artigos originais, editoriais, comentários e correspondências abordando questões em todos os aspectos da saúde pública, principalmente em seu avanço e na formulação de políticas em todo o mundo.

Ainda não saiu nenhum número, se quiser publicar por lá dá uma olhadinha aqui pra saber mais. |Se for submeter artigo, conte com a gente pra tirar as dúvidas quanto à normalização e boa sorte!| :*

Pra quem tem curiosidade, confere aqui os títulos

Conheça os 3 tipos básicos de fontes de informação para sua pesquisa

Olá! Tudo caminhando bem aí nas pesquisas pro seu trabalho? Espero que sim… Hoje vou falar um pouco sobre os tipos básicos de fonte de informação científica existentes, para ajudar você a selecionar as melhores para citar em seu trabalho.

Quem já participou de algum treinamento comigo deve se lembrar que sempre exponho a importância de selecionar bem as fontes de informação que serão citadas em seu trabalho, a fim de garantir a qualidade, veracidade e fidedignidade do conteúdo. Dentre vários critérios importantes para avaliação, é interessante saber que existem três tipos básicos de fontes de informação científica, e conhecendo-os, você já vai ter uma ideia do que é mais ou menos confiável. Os tipos são os seguintes:

primaFontes Primárias > São as produzidas diretamente pelo autor da pesquisa.
Exs.: Relatórios técnicos; Anais; Teses; Dissertações; Patentes; Normas Técnicas; Artigos de periódicos; Projetos de pesquisa em andamento.

secunFontes Secundárias > Trazem a informação agrupada/organizada, tendo a função de facilitar o uso da informação “dispersa” nas fontes primárias.
Exs.: Enciclopédias; Dicionários; Bibliografias; Índices; Bases e bancos de dados; Livros.

tercFontes Terciárias > São guias às fontes primárias e secundárias, trazendo uma síntese ou consolidação de informações.
Exs.: Bibliografias de bibliografias; Catálogos de bibliotecas, centros de informação e livrarias; Diretórios; Guias de literatura; Revisões de literatura.

Em geral, recomenda-se consultar uma fonte primária para citá-la, mas quando você não consegue ter acesso ao documento completo fica difícil fazer uma citação direta, né? O jeito é usar um apud, ou usar fontes secundárias e terciárias.

Essas definições e exemplos são bem consolidados na área da Ciência da Informação, mas {sem querer por caraminholas em seu juízo} confesso que, particularmente, acho bem arriscado fazer tal classificação categoricamente, antes de avaliar o conteúdo da fonte. Por exemplo: um livro pode ser uma fonte primária se trouxer informações inéditas, não pode? {Uma autobiografia, por exemplo}. Fica aí a reflexão. 😉

É isso aí. Espero ter ajudado a te dar um norte nesta escolha. Quem tiver informações adicionais que possam ajudar a esclarecer e selecionar melhor suas fontes, compartilha nos comentários.

Qualquer coisa, grita. 😉

Utilidade Pública! Como acessar o conteúdo restrito do Portal Capes com poucos cliques.

Não tenha dúvida: o tempo é o bem mais precioso que você tem. E por ter certeza disso, preparei este post excepcional, pois você não poderia esperar mais um dia pra conhecer esta maravilha da humanidade, né? hehehe…

Quem tem o acesso institucional do conteúdo restrito do Portal de Periódicos da Capes soube recentemente que desde o dia 1º de junho deste ano, para acessar tal conteúdo, será obrigatório agora passar pelo portal. Essa notícia foi comunicada pela própria Capes e na página inicial tem esse comunicado amarelo aí, ó:

capes
É importante frisar que todo o conteúdo continua disponível, mas agora a porta de acesso a ele é obrigatoriamente pelo portal.

Este feito pode até ser benéfico ao Portal, pelos motivos descritos nesta nota da página inicial, mas na prática isso trouxe umas dores de cabeça menos agilidade no acesso aos conteúdos restritos que eram liberados com o simples reconhecimento do IP registrado.
Ou seja: atrapalhou a vida do pesquisador.

Daí, eis que surgem dois anjos do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia,  o Prof. Dr. Gerson J. Ferreira e Bruno Messias de Resende, com um pluggin para os navegadores Google Chrome (v3.3)Mozilla Firefox (v3.3Apple Safari (v2) que faz esse reconhecimento e direcionamento automático para as páginas e documentos de acesso restrito, facilitando assim a vida de centenas de milhares de pesquisadores neste Brasilzão afora. <3

Ainda está em fase de desenvolvimento e testes, mas você pode saber mais {baixar e testar} nesta página aqui ó >> http://www.infis.ufu.br/capes-periodicos

Muita luz, saúde e mais sabedoria aos profs. Gerson e Bruno. Um xêro!
Se você tem dúvidas ou quer saber mais, grite. 😉

P.S.: por favor, compartilhem ao máximo este post para ajudar o trabalho de milhares de pesquisadores brasileiros, tá certo? Conto com vocês. 🙂