Saiba como usar o et al. – normas ABNT

Alô, alô, post novo na área pra ajudar quem precisa referenciar uma fonte que tenha trocentos autores. 😉

et al. é uma abreviatura de três expressões em latim, segundo a Wikipédia:

  • et alii (“e outros”, masculino plural)
  • et aliae (“e outras”, feminino plural)
  • et alia (“e outros”, neutro plural)

É usada em citações e referências bibliográficas quando há muitos autores.

Na norma ABNT de referências, a regra de uso do et al. mudou com a NBR 6023 de 2018/2020 e trouxe 3 dicas {+ dica extra} para você usá-la conforme a norma indica e com simpatia (aos autores, no caso). 🙂

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A MULHER DA CASA ABANDONADA – Como fazer referência de podcast nas normas ABNT

O blog tá bem movimentado esta semana, né? hahaha
É que tô manifestada e aproveitando as oportunidades de trazer conteúdo pra você sem perder tanto o timing de alguns momentos. Vamo simbora!! 😉


Você sabe o que danado é o burburinho sobre
A MULHER DA CASA ABANDONADA?

imagem do YouTube da Folha de S.Paulo

Pois bem… é um podcast da Folha de São Paulo que finalmente eu comecei a ouvir ontem (12/jul) – instigada pelo resumo que a Lorelay Fox (que eu amo!) fez no canal dela no YouTube. O podcast é tão bom {mas tão bom!!} que maratonei os 5 episódios enquanto fazia minhas atividades diárias. E hoje, 13/jul, enquanto escrevo este post estou ouvindo o sexto episódio do podcast.

O podcast traz uma história de uma mulher que vive (a esta altura, vivia, eu acho) numa casa abandonada em Higienópolis – bairro nobre de São Paulo – compilada pelo jornalista Chico Felitti com uma preciosidade de detalhes digna de uma série de TV. Trabalho incrível!

Tá… mas o que danado tem a ver essa história com este blog? O título deste post é a resposta…

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Mais 5 dicas para referenciar fontes de autoria governamental – normas ABNT

Alô, alô, pessoal!

O conteúdo de hoje vem complementar um post bem popular daqui do blog que tem até vlog dele em nosso canal no YouTube (curtam e inscrevam-se em nosso canal, please!). 🙂

>> 5 dicas para referenciar fontes de autoria governamental


Vamos lá para as 5 dicas complementares…

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Como referenciar um Ofício pelas normas ABNT

Oi gente! Espero que estejam bem. <3

Muita gente me envia dúvidas por e-mail ou nos comentários dos posts querendo que eu monte ou corrija referências… Quando é de um documento mais comum consigo responder numa boa, mas quando não é eu acabo demorando, pois preciso parar para estudar a norma com cuidado.

Por essa razão, vou responder essas questões com um post. Dessa forma, posso explicar com mais detalhes e ficará disponível para ajudar outras pessoas que possam ter a mesma dúvida. Blza?! 😉

Bom… vamos lá! Este post é uma resposta a um comentário da Maria Azevedo no post – {sorry, mas esse vai ser textão… hehehe}:

>> 5 dicas para referenciar fontes de autoria governamental.

 

Lembrando o seguinte: este é um post sobre a NBR 6023 da ABNT e a norma vigente hoje diz o seguinte:

1) Ofício está mencionado em duas seções da norma: a “7.11.3 Jurisprudência” e a “7.11.5 Atos administrativos normativos“. Vamos considerar as orientações da seção 7.11.5, pois suponho que é onde se enquadra o documento que a Maria precisou referenciar. Nessa seção são mencionados outros documentos além do ofício:

“[…] ato normativo, aviso, circular, contrato, decreto, deliberação, despacho, edital, estatuto, instrução normativa, ofício, ordem de serviço, parecer, parecer normativo, parecer técnico, portaria, regimento, regulamento e resolução, entre outros.”

2) Os elementos essenciais que a norma traz para referenciar esses documentos são os seguintes:

“[…] jurisdição ou cabeçalho da entidade (em letras maiúsculas); epígrafe: tipo, número e data de assinatura do documento; ementa; dados da publicação.”

3) E a norma completa: quando necessário, pode-se acrescentar no final da referência, como notas {para saber como incluir notas nas referências estilo ABNT, clique aqui}, outros elementos para descrever melhor o documento, tais como:

“[…] retificações, ratificações, alterações, revogações, dados referentes ao controle de constitucionalidade, vigência, eficácia, consolidação e atualização.”

Bom… Vocês conseguiram entender perfeitamente esse enunciado? Se sim, comenta aí: enunciado descomplicado, não preciso deste post. Se não, se liga no detalhe:

  • “[…] jurisdição – é o local onde o documento foi elaborado
  • ou cabeçalho da entidade (em letras maiúsculas); – entidade é o responsável pela autoria do documento {para saber mais, clique aqui}.
  • epígrafe: tipo, número e data de assinatura do documento; – epígrafe pra quem tá fazendo trabalho acadêmico é isso aqui, mas dentro de um ofício, beiberes, é outra cosita:
    • Segundo o Manual de Padronização de Atos Administrativos Normativos do Senado Federal {que foi o doc mais completo e confiável que encontrei para trazer essa explicação – disponível aqui}  epígrafe é um dos elementos preliminares de um ato normativo, ela indica a espécie do ato, a identificação da unidade ou autoridade administrativa emitente, o número e o ano.
  • ementa; – ainda segundo o manual do Senado citado acima, a ementa explicita o objeto do ato normativo, concisamente e sob a forma de título.
  • dados da publicação.” – que não estão tão explícitos na norma – e na minha opinião olhando os exemplos da própria norma dá a entender que são os dados de imprenta: local de publicação, editor/a e data de publicação.

Agora vamos exemplificar?

Antes disso, é importante saber que: para referenciar qualquer documento você precisa tê-lo completo em mãos, mas como a Maria não enviou o doc completo vou tentar montar a referência dela com o que temos. Ficaria assim:

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Ofício/ Gab/ 13ª SR/ IPHAN/ N° 0767/2005. [S. l.]: IPHAN, 19 fev. 2005.

E agora mais um exemplo olhando este ofício:

BRASIL. Senado Federal. Secretaria-Geral da Mesa. Secretaria de Comissões. Coordenação de Apoio às Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito. Oficio n° 118/2017 – CPMIJBS. Brasília, DF: Senado Federal, 25 out. 2017. Assunto: Requerimento n° 249/2017 – CPMIJBS.

Se o ofício estiver disponível on-line, deve-se incluir os dados de disponibilidade e data de acesso {seção 7.11.6}, conforme exemplo a seguir:

BRASIL. Senado Federal. Secretaria-Geral da Mesa. Secretaria de Comissões. Coordenação de Apoio às Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito. Oficio nO 7512016 – CJDB. Brasília, DF: Senado Federal, 7 out. 2016. Disponível em: http://encurtador.com.br/hjpz2. Acesso em: 30 abr. 2021.

Ufa! Textão, hein? ‘:)
Mas caso ainda surjam dúvidas, joguem nos comentários.

Nova Norma ABNT para Resumo {NBR 6028}

Viram que saiu lá em maio nova norma pra resumo?

Pois bem… falando do resumo que vai dentro do seu trabalho acadêmico, vamos atualizar este post lá de 2019 > 5 Regras para formatar o resumo do seu TCC < com o que chegou de mais atual na NBR 6028/2021 mesclado com a NBR 14724. 😉

Regra n° 1 – O resumo deve ser intitulado sem indicação numérica, ou seja, no início da página deve ter o título centralizado: RESUMO. Com a formatação padronizada com os demais títulos do trabalho.

 

FLEXIBILIZAÇÃO DE REGRA >>
Regra n° 2
 – É opcional preceder o resumo com a referência dentro do TCC, mas ele deve ficar logo após o título da seção (Resumo). 😉

 

Regra n° 3 – O espaçamento entre linhas do texto do resumo é 1,5. Nada de espaçamento simples… os elementos que tem espaçamento simples estão no tópico 5.2 da 14724:2011 e o resumo NÃO é um deles.

 

MUDANÇA DE REGRA >>
Regra n° 4
 – As palavras-chave ao final do resumo devem ser antecedidas da expressão “Palavras-chave”, seguida de dois pontos, separadas entre si por ponto e vírgula {na 6028 anterior a separação era por ponto, agora é ponto e vírgula} e finalizadas por ponto.
Ex.: Palavras-chave: ansiedade; psicologia; pandemia; Brasil.

 

NOVA REGRA >>
Regra n° 4.1
 – As palavras-chave devem ser grafadas com letras minúsculas, exceto substantivos próprios e nomes científicos.

 

Regra n° 5 – O resumo deve ter de 150 a 500 palavras.

Notas em referências ABNT

Quando você precisa identificar melhor a obra referenciada, a NBR 6023 permite que você inclua alguma nota.

Essa nota deve apresentar uma informação importante, como por exemplo: identificar um título original, inserir outros nomes de responsabilidade/autoria, explicar do que se trata o documento (tais como ofícios, memorandos etc.), facilitar a identificação e localização da fonte (como ISBN, OCID etc.), entre outros elementos considerados importantes dentro da sua realidade.

Para utilizar esse recurso, você precisa seguir as seguintes orientações:

  1. Posicionar a nota sempre ao final da referência – logo ali após o ano de publicação.
  2. A nota deve ser em língua portuguesa – afinal, a ABNT é uma norma brasileira e subentende-se que será aplicada em trabalhos escritos em português. Agoraaaa… se você está escrevendo seu trabalho em outro idioma e usando a ABNT sugiro (isso que vou dizer agora não tá na norma, tá?) que você descreva a nota no idioma no qual seu trabalho está sendo escrito. 😉
  3. A nota não deve ter nenhum destaque tipográfico – nada de lambuzar com negrito, itálico, sublinhado ou qualquer outro recurso que faça a nota ‘aparecer’.
  4. Em relação à traduções, a norma sugere alguns exemplos – a) Usar a expressão ‘Título original’ seguida por dois pontos e a transcrição do original; b) Mencionar as traduções feitas com base em outras traduções – {já peguei algumas referências de Sigmund Freud assim, por exemplo: a obra foi traduzida do alemão para o inglês e a tradução em português foi da versão em inglês. Entende? Se não, talvez os exemplos possam ajudar…

EXEMPLOS:

PRETO; L. T. et al. Validation of the Family Health Behavior Scale for the Brazilian population. Jornal de Pediatria, [s. l.], 14 May 2021. No prelo. Disponível em: https://jped.elsevier.es/en-pdf-S0021755721000693. Acesso em: 27 maio 2021.

SHELDON, S. Se houver amanhã. Rio de Janeiro: Record, 1999. Título original: If tomorrow comes.

SOUZA, I. O amor não falha. Recife: [s. n.], 1985. 124 p., il. Versão inglesa de Ivan Turguêniev do original russo.

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É isso! Ajudou? Deixe seus comentários ou dúvidas. 😉

Como abreviar os meses do ano nas Referências ABNT {e na vida}

Olaaarrrrr, povo meu. Deixa eu limpar as teias de aranha que pairaram neste lugar nos quase 6 meses de ausência… hehehe

Este título não traz um tema óbvio.

Acreditem: tem gente que erra na abreviação dos meses do ano. Já chegaram em nosso site com uma pergunta tipo essa: “como abreviar ‘março’ numa referência”. Como foi mais de uma vez que vi gente precisando de um help nisso, resolvi ajudar vocês para não errarem nunca mais. 🙂

Teoricamente, você não pode abreviar de qualquer jeito e as regras existem para “universalizar” o entendimento. Na língua portuguesa em boas gramáticas há indicações de como abreviar corretamente, certamente isso também existe em outros idiomas, mas o guia que indico para verificar tais reduções é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Se você não tiver a versão completa dele, neste link tem uma lista de palavras abreviadas que podem te ajudar.

Mas além do VOLP, a ABNT tem uma norma ABNT só para abreviar data e hora, a NBR 5892, que deve ser consultada caso você esteja normalizando seu trabalho com o conjunto das normas da associação brasileira. Nela a representação dos meses deve ser feita das seguintes formas:

Deve ser grafado por extenso, ou em algarismos arábicos (separados por ponto e sem espaço entre eles), ou abreviado pelas três primeiras letras, em minúsculo, seguidas de ponto, exceto o mês de maio que é escrito sempre por extenso.

Se liguem nos exemplos:
— 12 de abril de 2021
— 12.04.2021
— 12 abr. 2021

Agora prestenção: O VOLP diz que ‘maio’ você pode abreviar de duas formas: mai. ou m.º. Essa segunda é bem incomum, né?

Se você está normalizando por ABNT, recomendo seguir a 5892, principalmente nas referências, se não – e está escrevendo em língua portuguesa – fique livre pra usar ela ou o VOLP, mas padronize a mesma abreviatura para TODO O DOCUMENTO.

Contaí nos comentários como você prefere. 😉

Como referenciar letra de música em suporte físico {padrão ABNT}

Hey queridas e queridos deste espaço! 🙂

Dia desses meu amigo Thiago Leite me pediu ajuda para referenciar um trechinho da letra duras pedras na epígrafe da dissertação dele e achei uma boa ideia trazer essa dica pra vocês também. 😉

Repara a cena: Thiago e eu somos muito fãs do trabalho da Sandy e – claro! – que temos o CD em mãos pra fazer a referência, né? Logo, o padrão que vou apresentar neste post é da letra retirada da faixa do CD mexxmooo.. ok? E vai ser o mesmo se tivéssemos referenciando a faixa de um DVD, vinil, K-7 ou LP. 😉

O padrão que usamos foi o ABNT, pela NBR 6023 2018, tópico 7.13.4 Parte de documento sonoro: Continue lendo “Como referenciar letra de música em suporte físico {padrão ABNT}”